domingo, 11 de novembro de 2012

Meu artigo sobre a prática de leitura.

 Fiz uma pesquisa  científica com relação a prática da leitura. Este artigo apresentei no seminário intermunicipal que aconteceu em minha cidade pela Universidade Luterana do |Brasil.Esse material tem acesso no google.




PRÁTICA DE LEITURA – UMA VISÃO FILOSÓFICA






*Zélia Araújo Lima

** Luiz Fernandes Pavelacki






RESUMO





O presente artigo apresenta teorias pertinentes a Filosofia da Educação e as práticas

de leitura em sala de aula, bem como comentários baseados em estudos realizados. Estes

estudos pretendem de forma humilde sugerir soluções para o problema que os alunos

apresentam em relação a leitura, ou seja, a falta de interesse que é cultivada pelos mesmos

em relação a esta.

Palavras chave: Práticas de leitura; Leitura; Educação; Filosofia;






INTRODUÇÃO





No presente artigo irei tratar, sob uma visão filosófica, sobre as práticas de

leitura e as dificuldades que existem nestas; relacionando-as com os problemas que existem

na educação atual. De acordo com os estudos realizados e baseados nos teóricos referentes

a disciplina de Filosofia da Educação irei sugerir soluções para o problema, que os alunos

apresentam em relação a leitura, ou seja, a falta de interesse que é cultivada pelos mesmos

em relação a esta.








*Acadêmica do Curso de Letras da Universidade Luterana do Brasil- Campus Guaíba (5°semestre)

** Professor da Disc. De Fil. Da Ed. e orientador deste trabalho – ULBRA/GUAÌBA







1 A REALIDADE ATUAL DA EDUCAÇÃO E AS PRÁTICAS DE LEITURA

A situação na área da educação precisa ser avaliada com urgência. As autoridades

do governo, responsáveis pelo fortalecimento nesta área, disponibilizam poucos recursos

para este fim. Podemos nos referir aos profissionais desta área que muitas vezes assumem

responsabilidades para as quais não estão preparados , ou seja , é muito comum ver um

professor assumir uma disciplina que não é sua para suprir uma carga horária e a

necessidade financeira.

Segundo Gerd Bornheim (1983), o homem esta inserido em um senso comum ,

cercado de dogmas, verdades inquestionáveis , o que é próprio da postura do homem

dogmático: aceitar o mundo sem questionar.

Relacionando o que foi citado no parágrafo acima com as práticas de leitura , alguns

profissionais na área de língua e literatura estão inseridos no senso comum, aderindo uma

postura indiferente em relação ao exercício da leitura.

2 O PROBLEMA DA PRÁTICA DE LEITURA

Para Demerval Saviani (1984) um problema é tudo aquilo que desconhecemos e que

sentimos a necessidade de saber. Então quando o sujeito se vê diante de algo que

desconhece, está diante de um impasse dramático na sua existência, por isso a necessidade

de buscar a resolução deste problema. A partir dessa resolução, ele vai assumir uma atitude

baseada numa postura reflexiva.

A falta de hábito da leitura impede o aprimoramento da linguagem. A partir do

momento que a criança adquire seu primeiro livro de histórias a expectativa de desvendar o

novo é grande. Se esta criança mantiver contato com os livros, certamente o seu futuro será

promissor, no que se refere à leitura, com isso esta criança não apresentará problemas com

a leitura na sala de aula.

Em relação à prática da leitura em sala de aula, a escola é o meio pelo qual os

alunos, a partir da pré-escola irão estabelecer um contato direto com os livros, sendo o

professor o principal mediador desse processo. Infelizmente alguns profissionais ainda se

mantém numa prática pedagógica tradicional, onde os métodos são inadequados,

ultrapassados e não envolvem os alunos. Aí está a razão pela qual justifico a necessidade

que tenho de refletir sobre as práticas de leitura em sala de aula.

3 ATITUDE REFLEXIVA SOBRE A PRÁTICA DE LEITURA

Conforme Saviani (1984) uma reflexão para ser considerada filosófica precisa

seguir três exigências: ser radical, rigorosa e de conjunto, isto é, buscar as raízes do

problema não aceitando opiniões alheias e levando em consideração o todo em que esse

problema está inserido. Segundo a filosofia, o refletir significa repensar o próprio

pensamento e a partir disso assumir uma postura crítica, analisando com maior cuidado

uma questão

Refletindo sobre as práticas de leitura, podemos dizer que estas são de extrema

importância na “caminhada” do leitor em qualquer época. Sabemos que a escola tem sob

sua responsabilidade as maneiras pelas quais os alunos aprendem, compreendem e

interpretam cada história, cada texto. Com a prática de leitura o aluno irá aguçar sua

imaginação, vai criar histórias, personagens, descrevendo assim um mundo fictício.

De acordo com Cagliari (2000) a leitura é a extensão da escola na vida das pessoas.

O mercado de trabalho exige preparação e competência profissional; não se pode ficar

estacionado nos mesmos “B a Ba”, qualquer passo que se der em direção a realização

profissional deve se ter como suporte o conhecimento que se obtém através da leitura e da

compreensão.

Na escola os alunos estudam muito para realizar as provas de determinada

disciplina, mas quando são questionados sobre tal assunto não sabem responder. Isso

acontece por falta de leitura, por isso gera a incapacidade de compreender, de analisar e de

criticar qualquer texto. O professor tem um papel muito importante, pois ninguém toma

gosto pela leitura se não for incentivado a isso.

4 ORIENTAÇÃO TEÓRICA PARA O PROBLEMA DA FALTA DE LEITURA

Segundo Paulo Freire (1991) para se alcançar a compreensão de um texto, implica

fazer relações entre o texto e o contexto. Partindo dessa observação, é nítida a importância

de se levar em consideração o contexto em que está inserido o aluno, ou seja, levar até este

aluno textos que tratem da sua realidade e com isso promover nele o interesse pela leitura.

Ainda com relação a essa adaptação da escolha do texto ao aluno receptor, é importante o

professor considerar a idade dos alunos, levando até eles obras que tenham assuntos

relacionados às vivências da faixa etária em que estão.

Outro fator importante é optar por inovações na metodologia utilizada em sala de

aula, ou seja, o professor deve abandonar a forma tradicional, buscando maneiras de atrair o

aluno e para isso, pode utilizar além dos livros e dos textos veículos mais atualizados,

como: DVD, computador, rádios, enfim, meios pelos quais o aluno sentir-se-á atraído.

5 AÇÃO PRÁTICA BASEADA NA ORIENTAÇÃO TEÓRICA

É de suma importância implantar nas escolas em geral algumas atividades que

incentivem o exercício da leitura, como premiar com um mino o aluno da turma que

realizou mais leituras; levar os alunos a passeios a bibliotecas, para que assim tenham um

contato direto com diferentes obras; promover encontros com autores relacionados a obras

trabalhadas em sala de aula; participar de eventos ligados à leitura, como a Feira do Livro;

realizar atividades variadas tendo como base a leitura de um livro, tais como uma peça

teatral. Porém, para que todas as ações citadas anteriormente sejam realizadas, é necessária

a colaboração do professor e que este já esteja inserido numa postura filosófica, ou seja,

buscando alternativas de mudanças.


CONCLUSÃO

Após a reflexão pode-se concluir que é indispensável desenvolver o gosto pela

leitura desde que o sujeito é criança, para que só assim ele se torne um jovem e um futuro

adulto leitor, pois a leitura é uma herança maior que qualquer diploma. Para isso é relevante

reafirmar o que já foi citado no desenvolvimento desse artigo, que os professores devem

conscientemente adotar uma postura diferente da predominante no senso comum, onde os

educadores se mantém presos a tradição, não tomando atitudes inovadoras e,

consequentemente tendo alunos desinteressados, arredios à leitura e também acomodados a

exemplo do próprio professor.

REFÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORNHEIM, Gerd.

Introdução ao Filosofar. Porto Alegre: Globo, 1993.




CAGLIARI, Luis Carlos.

Alfabetização e Linguistica. São Paulo: Scipione, 2000.




FREIRE, Paulo.

A Importância do Ato de Ler. São Paulo: Cortez, 1991.




SAVIANI, Demerval.

Do Senso Comum à Consciência Filosófica. São Paulo: Cortez,





1984.

OBRAS CONSULTADAS

MORIN, Edgar.

A Cabeça Bem Feita; Repensar a Reforma, Reformar o Pensamento.




Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.

ZILBERMAN, Regina.
A Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Global, 1983.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado(a) pela sua visita! Espero que de alguma forma tenha contribuído com sua pesquisa.