Fiz uma pesquisa científica com relação a prática da leitura. Este artigo apresentei no seminário intermunicipal que aconteceu em minha cidade pela Universidade Luterana do |Brasil.Esse material tem acesso no google.
A situação na área da educação precisa ser avaliada com urgência. As autoridades
do governo, responsáveis pelo fortalecimento nesta área, disponibilizam poucos recursos
para este fim. Podemos nos referir aos profissionais desta área que muitas vezes assumem
responsabilidades para as quais não estão preparados , ou seja , é muito comum ver um
professor assumir uma disciplina que não é sua para suprir uma carga horária e a
necessidade financeira.
Segundo Gerd Bornheim (1983), o homem esta inserido em um senso comum ,
cercado de dogmas, verdades inquestionáveis , o que é próprio da postura do homem
dogmático: aceitar o mundo sem questionar.
Relacionando o que foi citado no parágrafo acima com as práticas de leitura , alguns
profissionais na área de língua e literatura estão inseridos no senso comum, aderindo uma
postura indiferente em relação ao exercício da leitura.
2 O PROBLEMA DA PRÁTICA DE LEITURA
Para Demerval Saviani (1984) um problema é tudo aquilo que desconhecemos e que
sentimos a necessidade de saber. Então quando o sujeito se vê diante de algo que
desconhece, está diante de um impasse dramático na sua existência, por isso a necessidade
de buscar a resolução deste problema. A partir dessa resolução, ele vai assumir uma atitude
baseada numa postura reflexiva.
A falta de hábito da leitura impede o aprimoramento da linguagem. A partir do
momento que a criança adquire seu primeiro livro de histórias a expectativa de desvendar o
novo é grande. Se esta criança mantiver contato com os livros, certamente o seu futuro será
promissor, no que se refere à leitura, com isso esta criança não apresentará problemas com
a leitura na sala de aula.
Em relação à prática da leitura em sala de aula, a escola é o meio pelo qual os
alunos, a partir da pré-escola irão estabelecer um contato direto com os livros, sendo o
professor o principal mediador desse processo. Infelizmente alguns profissionais ainda se
mantém numa prática pedagógica tradicional, onde os métodos são inadequados,
ultrapassados e não envolvem os alunos. Aí está a razão pela qual justifico a necessidade
que tenho de refletir sobre as práticas de leitura em sala de aula.
3 ATITUDE REFLEXIVA SOBRE A PRÁTICA DE LEITURA
Conforme Saviani (1984) uma reflexão para ser considerada filosófica precisa
seguir três exigências: ser radical, rigorosa e de conjunto, isto é, buscar as raízes do
problema não aceitando opiniões alheias e levando em consideração o todo em que esse
problema está inserido. Segundo a filosofia, o refletir significa repensar o próprio
pensamento e a partir disso assumir uma postura crítica, analisando com maior cuidado
uma questão
Refletindo sobre as práticas de leitura, podemos dizer que estas são de extrema
importância na “caminhada” do leitor em qualquer época. Sabemos que a escola tem sob
sua responsabilidade as maneiras pelas quais os alunos aprendem, compreendem e
interpretam cada história, cada texto. Com a prática de leitura o aluno irá aguçar sua
imaginação, vai criar histórias, personagens, descrevendo assim um mundo fictício.
De acordo com Cagliari (2000) a leitura é a extensão da escola na vida das pessoas.
O mercado de trabalho exige preparação e competência profissional; não se pode ficar
estacionado nos mesmos “B a Ba”, qualquer passo que se der em direção a realização
profissional deve se ter como suporte o conhecimento que se obtém através da leitura e da
compreensão.
Na escola os alunos estudam muito para realizar as provas de determinada
disciplina, mas quando são questionados sobre tal assunto não sabem responder. Isso
acontece por falta de leitura, por isso gera a incapacidade de compreender, de analisar e de
criticar qualquer texto. O professor tem um papel muito importante, pois ninguém toma
gosto pela leitura se não for incentivado a isso.
4 ORIENTAÇÃO TEÓRICA PARA O PROBLEMA DA FALTA DE LEITURA
Segundo Paulo Freire (1991) para se alcançar a compreensão de um texto, implica
fazer relações entre o texto e o contexto. Partindo dessa observação, é nítida a importância
de se levar em consideração o contexto em que está inserido o aluno, ou seja, levar até este
aluno textos que tratem da sua realidade e com isso promover nele o interesse pela leitura.
Ainda com relação a essa adaptação da escolha do texto ao aluno receptor, é importante o
professor considerar a idade dos alunos, levando até eles obras que tenham assuntos
relacionados às vivências da faixa etária em que estão.
Outro fator importante é optar por inovações na metodologia utilizada em sala de
aula, ou seja, o professor deve abandonar a forma tradicional, buscando maneiras de atrair o
aluno e para isso, pode utilizar além dos livros e dos textos veículos mais atualizados,
como: DVD, computador, rádios, enfim, meios pelos quais o aluno sentir-se-á atraído.
5 AÇÃO PRÁTICA BASEADA NA ORIENTAÇÃO TEÓRICA
É de suma importância implantar nas escolas em geral algumas atividades que
incentivem o exercício da leitura, como premiar com um mino o aluno da turma que
realizou mais leituras; levar os alunos a passeios a bibliotecas, para que assim tenham um
contato direto com diferentes obras; promover encontros com autores relacionados a obras
trabalhadas em sala de aula; participar de eventos ligados à leitura, como a Feira do Livro;
realizar atividades variadas tendo como base a leitura de um livro, tais como uma peça
teatral. Porém, para que todas as ações citadas anteriormente sejam realizadas, é necessária
a colaboração do professor e que este já esteja inserido numa postura filosófica, ou seja,
buscando alternativas de mudanças.
CONCLUSÃO
Após a reflexão pode-se concluir que é indispensável desenvolver o gosto pela
leitura desde que o sujeito é criança, para que só assim ele se torne um jovem e um futuro
adulto leitor, pois a leitura é uma herança maior que qualquer diploma. Para isso é relevante
reafirmar o que já foi citado no desenvolvimento desse artigo, que os professores devem
conscientemente adotar uma postura diferente da predominante no senso comum, onde os
educadores se mantém presos a tradição, não tomando atitudes inovadoras e,
consequentemente tendo alunos desinteressados, arredios à leitura e também acomodados a
exemplo do próprio professor.
REFÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BORNHEIM, Gerd.